Rita celebra Dia da Mulher em sessão solene
Em sessão solene do Congresso celebrando o Dia Internacional da Mulher, Rita Camata ressaltou a importância de uma agenda voltada à igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, à valorização da força de trabalho feminina e o aumento da representação política. Destacou ainda a necessidade da ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias como medida de proteção à infância e à família. Na solenidade, Rita entregou o Prêmio Berta Lutz a uma das agraciadas, a engenheira Clara Steinberg, por sua contribuição à defesa dos direitos da mulher.
"Queremos não só feminilizar o mercado de trabalho, mas também masculinizar as obrigações do lar, que devem ser compartilhadas entre homens e mulheres na educação, na formação e nas atribuições da casa", defendeu a deputada. "Essa reflexão nós temos que fazer, essa complementação entre homens e mulheres não só nas conquistas para o mercado de trabalho, mas no compartilhar dos afazeres domésticos também. É com este sentimento que quero aqui dizer que temos ainda muito a avançar. Em âmbito legal, compartilhamos da igualdade, mas na vida real temos as várias jornadas, além da responsabilidade na formação e na educação dos filhos", complementa.
Para Rita, "que a mais simples e humilde operária trabalhadora àquela que hoje almeja uma posição de destaque no País possam ter em nós uma representação política, que merece ser ampliada. Precisamos ainda contar com a sensibilidade dos homens, que também têm o compromisso em avançar na busca dessa igualdade. Este é o grande desejo: mais homens parceiros comprometidos com as causas da mulher em nosso País na busca da justiça, da igualdade e do fortalecimento da democracia".
"Não podemos, de forma alguma, desconhecer os grandes e largos importantes avanços que a Carta Maior do nosso País reconheceu à mulher brasileira. Foram avanços importantes no mercado de trabalho, garantindo a igualdade entre homens e mulheres, conquistas importantes que fizeram com que o cabeça do casal, como sempre numa sociedade patriarcal, deixasse de existir, e os espaços passassem a se compartilhados", diz.
A questão da ampliação da licença-maternidade também foi ressaltada pela deputada: "deixo aqui meu apelo a meus pares e ao Governo para que tenhamos os 180 dias previstos na PEC nº 30 da deputada Ângela Portela, a qual tive a honra de relatar, garantindo a toda trabalhadora, a toda mulher brasileira a função social da maternidade, além de incluir o direito às mães adotantes e o aumento da estabilidade de cinco para sete meses".
Segundo Rita, "hoje somente servidoras públicas dispõem desse benefício essencial para a vida do bebê, há um imenso universo de trabalhadoras vinculadas a empresas regidas pelo Simples, que não estão contempladas pelo programa Empresa Cidadã, importante iniciativa de alcance social, porém facultativa. Pela PEC, o benefício será universalizado".






